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Benvindos U. F. de Estômbar e Parchal

Turismo

Ambiente agradável longe do barulho das Cidades é a imagem de marca de Estômbar e Parchal, sendo um local bastante especial porque, apesar da sua pequena área, podemos aqui encontrar uma grande diversidade de ambientes representativos da paisagem mediterrânica – o sapal, o paúl, o matagal, uma pequena lagoa temporária, zonas agrícolas abandonadas e os planos e linhas de água. Constitui também um acontecimento importante do ponto de vista geológico pela presença das nascentes e proximidade do rio Arade. A alguns km a norte de Estombar, encontram-se as maiores fontes cársticas no Algarve. Uma série destas fontes alimenta esta secção do Rio Arade. É assim que, dada a sua beleza natural e importância ecológica, a existência de várias nascentes de grande caudal e o património histórico-cultural, tem sido tradicionalmente utilizado pelas populações locais para actividades de lazer, comemoração de datas festivas, contacto com a natureza, etc.

 

PATRIMÓNIO NATURAL

 

• Parque Municipal Sitio das Fontes

O Parque Municipal das Fontes, Fontes de Estômbar ou Sítio das Fontes, localiza-se no início e ao longo das margens de um esteiro da margem esquerda do Rio Arade, perto da vila de Estômbar, concelho de Lagoa.

É um terreno com cerca de 18 ha (180.000 m²) e um local vasto de ecossistemas onde reina o convivio com a Natureza. Essencialmente procurado para a prática de piqueniques, este parque vê o Rio Arade passar por si vindo de Silves em direcção ao Atlãntico. Neste parque existe um moinho de maré recuperado que pode ser visitado, uma casa Algarvia reconstruída, um anfiteatro ao ar livre e um percurso para a prática de exercício físico. É também importante do ponto de vista histórico-cultural porque ali se encontram vestígios de actividades humanas que datam de tempos remotos. Os dois moinhos de água são os testemunhos mais eloquentes dessa actividade humana. A antiguidade de pelo menos um deles está documentada no "Livro do Almoxarifado de Silves", do Século XV, que se refere a uma"(…) açenha das fontes em que fez Vicente Pirez huu moynho (…)". É assim que, dada a sua beleza natural e importância ecológica, a existência de várias nascentes de grande caudal e o património histórico-cultural, tem sido tradicionalmente utilizado pelas populações locais para actividades de lazer, comemoração de datas festivas, contacto com a Natureza, etc.

Conhecido pela lagoa que se forma com a água das fontes, onde se pode tomar banho.

 

• Rio Arade 

O rio Arade é formado pela junção das águas dos rios Odelouca e Silves, que nasce na serra do Caldeirão e passa por Silves (Portugal), Portimão e Lagoa(União das Freguesias de Estômbar e Parchal ) indo desaguar no oceano Atlântico, em Portimão, imediatamente a leste da praia da Rocha. 

Durante milénios, barcos vindos do Atlântico e do Mediterrâneo subiram e desceram o rio Arade. Refazer esse percurso é caminhar pela história.                

Aqui pode realizar passeios acompanhando as marés e é em função delas que se define o horário de partida, no cais de embarque da zona ribeirinha de Portimão. O barco orienta a sua rota, deixando para trás o bulício da cidade. Vislumbram-se os moinhos de maré, que há séculos, salpicam as margens do rio Arade. Prossegue-se rio acima, descansando o olhar nas colinas que se vão recortando em cada margem. Por este percurso, vale a pena o curto desvio até ao Sitio das Fontes, que desde logo se avista  com o seu moinho de maré recuperado. Contemplam-se as oliveiras centenárias, espraia-se o  olhar pelos lírios selvagens, as orquídeas, os cardos. Molham-se os pés na Caldeira do Moinho e a sinalética do Parque convida-nos para um percurso de descoberta da história natural deste local singular. O rio prossegue o seu trajeto, levando-nos até à ilhota da Sra. do Rosário. Dizem os mais antigos que foi neste local que os cruzados de S. Tiago desembarcaram aquando da primeira tomada da Cidade de Silves aos mouros. O curso de água vai ficando mais estreito e por entre a vegetação avista-se, ao longe a cidade de Silves, outrora, a Bagdad do Ocidente.

 

PATRIMÓNIO  ARQUITECTÓNICO

 

• Igreja da Misericórdia de Estômbar

É uma das mais antigas Misericórdias do país e local onde, em 1531, funcionava o hospital. As inscrições existentes no seu portal datam dessa mesma data. Está decorada com barras azuis e o escudo nacional.

 

• Igreja Matriz de Estômbar (monumento nacional)

A Igreja Matriz de Estômbar, ou Igreja de São Tiago, é um Monumento Nacional (segundo o decreto - lei 29/84 de 25/6) edificado no século XVI em honra de São Tiago. Situa-se no centro da freguesia de Estômbar, concelho de Lagoa. Foi reconstruida no século XVIII. Dentro desta bonita igreja, encontram-se azulejos da Capela-Mor, pintados em 1719.

 

• Convento de São Francisco (também chamado Convento do Praxel)

Fundado no início do século XVII por Diogo Vieira Boyo, o Convento de São Francisco – também chamado Convento do Praxel – foi doado à Ordem dos Frades Menores, ainda que a sua capacidade fosse restrita a apenas seis frades. Este convento teve um destaque particular durante o século XVIII pelo facto de ter-se tornado num local privilegiado para sepultamento de algumas personalidades ilustres da região. O Convento de São Francisco encontra-se em ruínas desde 1755, tendo sobrevivido alguns muros e a igreja, de planta longitudinal, de capela-mor quadrada, com capelas laterais, dispondo, uma destas, de umas escadas de acesso a umas catacumbas de onde se podem observar algumas pinturas murais. Da estrutura hoje existente, verifica-se a existência de um claustro construído sobre um pátio com cisterna, provavelmente anteriores. Lateralmente existem vestígios do que terá sido um claustro, e arranques de paredes das construções que o envolviam.

 

• Ermida de Santo António – Mexilhoeira da Carregação

A ermida de Santo António localiza-se no ponto mais elevado da povoação. Ostenta um retábulo datado do século XVII, onde está a imagem de Santo António, e uma imagem do Senhor Crucificado, provavelmente do século XIX. Como atalaia, dali se avista um vasto horizonte em redor, desde a malha urbana de Portimão a uma boa parte do curso do Rio Arade e suas margens adornadas por chaminés das antigas fábricas de conservas desativadas.

 

• Igreja de Santo António - Mexilhoeira da Carregação

Inaugurada em 7 de Outubro de 2001. Projecto de 1998 de Vítor Manuel Lourenço.

 

• Igreja de São Francisco de Assis - Parchal

11 de Março de 1989 - Lançamento da 1ª Pedra realizada pelo S. Ex. Bispo do Algarve D. Manuel Madureira Dias.

15 de Abril de 1990 - Inauguração e Benção da Igreja realizada pelo  S. Ex. Bispo do Algarve D. Manuel Madureira Dias, sendo Pároco, Pe. Domingos da Silva Fernandes.

7 de Outubro de 2001 - Criação do Vicariato de são Francisco de Assis realizada pelo S. Ex. Bispo do Algarve, D. Manuel Madureira Dias Pároco Pe. Domingos da Silva Fernandes.

 

 

EVENTOS ANUAIS

• Festa de Santo António – Mexilhoeira da Carregação

Organização: Vicariato de Santo António

 

• Arraial de Santo António – Mexilhoeira da Carregação

Organização: Associação dos Amigos da Mexilhoeira da Carregação

 

• Aniversário da Vila de Estômbar

Organização: Freguesia de Estômbar e Parchal

 

• Feira das Artes – Mexilhoeira da Carregação

Organização: Associação dos Amigos da Mexilhoeira da Carregação

 

• Julho Festa de S. Francisco de Assis – Parchal

Organização: Vicariato de S. Francisco de Assis

 

• “Noites de Verão” – (baile) - Estômbar

Organização: Freguesia de Estômbar e Parchal

 

• Festa da Vila do Parchal – Parchal

Organização: Freguesia de Estômbar e Parchal

 

• Festa do Arade – Parchal

Organização: Coletividades do Parchal

 

• Festa de Santiago e de Nossa Senhora das Dores – Estômbar

Organização: Paróquia de Estômbar

 

• Festival de Folclore (Agosto )

Organização: Rancho Folclórico do Calvário

 

GASTRONOMIA

A tradição da cultura da vinha no Algarve é milenar e mesmo durante a presença árabe ela prosseguiu. Não é de estranhar, portanto, que na região se produzam bons vinhos e que todo o Concelho de Lagoa seja o coração dessa produção, atendendo ao facto de ser o centro de um ecossistema específico, com solos de areia. Os vinhos brancos e tintos são aromáticos, leves e macios. Igualmente a partir de castas regionais são produzidos vinhos secos e doces. Mas nem só de vinho vive o homem. Por isso, a região oferece ao paladar, além da sempre apetitosa sardinha assada, perfumadas sopas de peixe com folhas de louro, ensopado de peixe, carapaus alimados, caldeirada de peixe à Pescador, feijoada de polvo, ameijoas na cataplana, frango Grelhado, feijão branco com buzinas, papas de milho com sardinha, conquilha ou berbigão, polvo no forno e as pitorescas receitas de carne do cozido de rabo de boi com grão e o borrego arabesco, evocador de uma herança nunca esquecida. Nos doces, a escolha recai entre os muito algarvios morgadinhos de massa de amêndoa com formas de objetos, animais e flores, o pudim feito com as sumarentas laranjas algarvias, o bolo de chila e os florados de Lagoa, sabendo a amêndoa.

 

ARTESANATO

Falar de artesanato da região é falar de cerâmica, de tão grande que é a tradição do trabalho em barro e de tão numerosos os artífices que se dedicam à sua decoração. Com predominância dos azuis que, recordando o mar tão próximo, incluem o turquesa, a cerâmica da região atrai pelo seu colorido e pelas suas formas. Outros tipos de artesanato existem na região, desde a construção de miniaturas de barcos de pesca e das garridas carroças algarvias, aos trabalhos em pano, bordados em linho, arranjos de flores secas, cadeiras em tabua, bonecos de pano e lã, miniaturas com conchas, pinturas em tecidos, pinturas em azulejo, tapeçarias, ferro forjado e, como acontece em todo o Algarve, os mimosos trabalhos de empreita com a cor da palma ou tingida com corantes vegetais: alcofas, pequenas bolsas, capachos, etc.

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